
Nova Zelândia: 15 dias no fim do mundo
A Austrália tinha sido o meu primeiro contacto com a Oceânia. E, quando pensei que já tinha feito uma viagem interminável, a Nova Zelândia veio provar-me que ainda podia ser pior. Este foi o segundo país da Oceânia que visitei e, antes mesmo de aterrar, a viagem já era uma aventura por si só: horas e horas de voo, escalas em três continentes diferentes e uma longa travessia até ao outro lado do planeta. Felizmente, a recompensa fez esquecer rapidamente todo o tempo passado nos aeroportos e nos aviões.
Desta vez viajei em família, com o meu marido, o André, e com os meus pais. Felizmente, alinhamos todos na mesma filosofia quando estamos a viajar: é para aproveitar ao máximo. Acordar cedo, fazer quilómetros e descobrir novos lugares. Afinal, para dormir... durmo em casa.
A aventura começou antes de aterrar
Antes de falar da Nova Zelândia propriamente dita, tenho de fazer justiça à odisseia que foi lá chegar. No total, fizemos quatro voos só para pousar em solo neozelandês:
- Porto → Istambul (Turkish Airlines)
- Istambul → Kuala Lumpur (Turkish Airlines, o mais longo de todos)
- Kuala Lumpur → Brisbane (Malaysia Airlines), onde fizemos uma escala mais longa, praticamente um dia inteiro na Austrália antes de seguir viagem
- Brisbane → Queenstown (Virgin Australia), o último salto até à Nova Zelândia
Se juntarmos tudo, entre voos e escalas, passámos quase dois dias em viagem antes de aterrarmos em Queenstown, na Nova Zelândia. É daquelas viagens que nos fazem perceber o quão longe de casa estamos. Se pudesse escolher um superpoder para a próxima aventura, seria, sem qualquer dúvida, o teletransporte! Adeus filas de imigração, adeus horas intermináveis sentado num avião e adeus às tentativas frustradas de dormir numa posição que parece desafiar todas as leis da anatomia. Bastava um clique e já estava do outro lado do mundo.
Nova Zelândia
A Nova Zelândia, ou Aotearoa, como lhe chamam os Māori ("a Terra da Longa Nuvem Branca"), é um dos países mais isolados do mundo. Fica no sudoeste do Oceano Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros da Austrália, o que já nos permite perceber o motivo dos voos parecerem intermináveis. O país é composto por duas ilhas principais, a Ilha Norte e a Ilha Sul, onde vivem pouco mais de cinco milhões de habitantes. Em compensação, vivem por lá cerca de 23 milhões de ovelhas, o que significa que há aproximadamente quatro ovelhas por cada habitante. Mas o que realmente distingue a Nova Zelândia não são os números: são as paisagens. Entre montanhas, lagos, glaciares, fiordes e colinas verdes a perder de vista, há momentos em que parece que estamos dentro de um filme de fantasia. Na verdade, foi precisamente aqui que foram filmadas muitas das cenas de O Senhor dos Anéis e O Hobbit.
A capital é Wellington, mas Auckland é a maior cidade do país e a principal porta de entrada para a maioria dos viajantes. Nós optámos por fazer o percurso ao contrário: aterrámos em Queenstown, na Ilha Sul, e terminámos a viagem em Auckland, de onde regressámos a Portugal. Pelo meio, percorremos cerca de 2.600 quilómetros de carro, atravessando algumas das paisagens mais impressionantes que já vi.
Informações gerais
- Moeda: Dólar neozelandês (NZD), cerca de 1€ = 2 NZD
- Diferença horária: +13h em relação a Portugal (em Março, por causa do horário de Verão de lá)
- Código de telefone: +64
- Línguas oficiais: Inglês e Maori
- Condução: Do lado esquerdo da estrada
- Clima: Estações invertidas, em Março começa o Outono
- Biossegurança: Controlo alfandegário mesmo muito apertado (não se pode trazer alimentos frescos, plantas, sementes, mel ou qualquer produto de origem animal – confesso que optei por não arriscar e nem umas bolachas levei)
E agora sim, o roteiro da Nova Zelândia
Ao todo, foram 15 dias a percorrer a Ilha Sul e a Ilha Norte de ponta a ponta, sempre de carro alugado, à exceção da travessia de ferry entre as duas ilhas. Neste artigo vou fazer um resumo do que fizemos em cada dia, com destaque para as principais atrações que visitámos.
Dia 1: Chegada a Queenstown
Depois de todos os voos, aterrámos finalmente em Queenstown a meio da tarde, com aquela sensação estranha de já não sabermos muito bem em que dia da semana estávamos. Como já era tarde e o jet lag começava a fazer-se sentir, decidimos manter o resto do dia propositadamente tranquilo. Terminámos a tarde com um passeio pela Frankton Beach, nas margens do Lake Wakatipu, onde aproveitámos para esticar as pernas e admirar as montanhas que rodeiam Queenstown. Depois, jantámos num restaurante vietnamita antes de regressarmos ao alojamento para descansar. O início foi calmo, mas suficiente para perceber que Queenstown prometia ser um dos grandes destaques da viagem nos dias que se seguiram - a começar logo pela chegada. Aterrar em Queenstown é uma experiência por si só: o avião serpenteia as montanhas, sobrevoa lagos e desce lentamente rodeado por picos cheios de neve, oferecendo uma das paisagens mais deslumbrantes que se pode ver antes mesmo de pôr os pés na terra.






Dia 2: À descoberta do coração de Queenstown
Este foi o primeiro dia completo na Nova Zelândia - e foi bem completo. Começámos com o pequeno-almoço numa padaria francesa (sim, em pleno Queenstown), que estava incrível. Só houve um pormenor: não tinha mesas, era só takeaway. Lá fomos nós comer de pé, encostados a um banco de rua, em modo piquenique improvisado. Depois seguimos para o centro da cidade de Uber (o nosso hotel era perto do aeroporto, a cerca de 7 km da zona central). A manhã começou bem fresca, mas mal iniciámos a subida a pé pelo Tiki Trail até ao Bob's Peak, começámos logo a aquecer. Quando chegámos no topo já íamos os quatro sem casacos e a suar. Subir a pé foi mesmo puxado. Não sei se ainda era o efeito do jetlag, mas o trilho é irregular, com pedras soltas, bastante inclinação, e não perdoa quem ainda tem o corpo meio zombie da viagem. Mas valeu muito a pena: a vista lá de cima sobre o Lake Wakatipu e a região das Remarkables é uma daquelas panorâmicas que fazem esquecer instantaneamente as pernas a arder e os gémeos a tremer.
Mas o verdadeiro destaque do dia foram os carrinhos do Luge, no topo da montanha. Fomos aos pares e acabámos por fazer uma espécie de corrida, o que tornou a experiência ainda mais divertida. Apesar de ser uma atividade relativamente cara, vale mesmo a pena, porque é algo diferente e memorável. Depois de toda a adrenalina, fomos ao icónico Fergburger recuperar as forças (a fila é tão longa que vai até ao fundo da rua). Passámos a tarde a passear com calma pelo centro da cidade, ao longo do lago e pelos Queenstown Gardens, a apreciar o ambiente descontraído que se sente por toda a cidade. Fechámos o dia a ir buscar o carro alugado que nos ia acompanhar em praticamente todos os quilómetros do resto da viagem.






Dia 3: Rumo a Te Anau e Milford Sound
Saímos cedo de Queenstown, com a intenção de parar no Devil's Staircase Lookout Point antes de chegar a Te Anau. Acabámos por nem fazer essa paragem uma vez que estava tudo escuro e o sol nem tinha nascido. Em Te Anau fomos passear ao centro da cidade e, sem querer, deixámos as chaves dentro do carro... e visíveis ainda por cima. Conclusão? A Nova Zelândia é um país muito seguro. 😅
De lá, seguimos viagem até Milford Sound, uma das estradas mais bonitas que já fizemos, com várias paragens pelo caminho para fotografias e vistas panorâmicas sobre montanhas, florestas e dos vales glaciares. Milford Sound foi simplesmente incrível. Um daqueles sítios que parecem irreais, com montanhas a cair a pique sobre a água e cascatas a espreitar entre a neblina. Há, no entanto, um pormenor bastante irritante: as sandflies. São milhares, surgem do nada mal se para o carro, e para quem detesta insetos como eu foram quase insuportáveis. Para piorar, as picadas duraram quase um mês. Ainda assim, valeu tudo a pena. Fizemos o cruzeiro pelo fiorde que compensa qualquer sandfly, com direito a focas a espreitar da água. Voltámos para Te Anau para jantar e descansar, já sem um único inseto à vista, felizmente.






Dia 4: De Te Anau a Wanaka
Dia de estrada com várias paragens pelo meio, daqueles em que se passa mais tempo a sair e a entrar no carro do que propriamente a conduzir. Passámos pelo Lake Hayes, pela pitoresca Arrowtown, pelo Kawarau Gorge (um dos principais locais de bungee jumping do país) e por Cromwell, antes de chegarmos a Wanaka.
E aqui está um dos momentos mais memoráveis da viagem: a Wanaka Lavender Farm. Havia imensas abelhas - e quando digo imensas, é mesmo imensas, ao ponto de meter impressão só de olhar para os campos de lavanda. Ainda assim, as fotografias que tirámos ficaram simplesmente incríveis, com os campos roxos de perder de vista e as montanhas ao fundo. Fechámos o dia com um passeio junto ao lago em Wanaka, incluindo a famosa «That Wanaka Tree», aquela árvore solitária dentro de água que já tínhamos visto em mil fotografias antes de a ver ao vivo. Estava uma ventania difícil de explicar.






Dia 5: De Wanaka a Lake Tekapo
Mais um dia de estrada repleto de paisagens inesquecíveis e paragens obrigatórias. Começámos por atravessar o Lindis Pass, com as suas colinas douradas que parecem saídas de uma pintura, e seguimos até aos Clay Cliffs, onde as impressionantes formações rochosas fazem lembrar autênticas esculturas naturais. Chegamos lá a partir de uma estrada de terra batida no meio do nada, o que torna a surpresa ainda maior quando finalmente as temos à frente.
Pelo caminho surgiram também as primeiras vistas sobre o Lake Pukaki, com o seu azul leitoso quase impossível de descrever e o Monte Cook a destacar-se no horizonte - um spoiler da aventura que nos esperava no dia seguinte. Antes de terminarmos o dia, passámos pela icónica Church of the Good Shepherd, uma pequena capela de pedra construída à beira do lago, tão simples quanto encantadora. Chegámos a Lake Tekapo ao final da tarde, onde passámos a noite.






Dia 6: Mount Cook e o Tasman Glacier Lake
Se tivesse de escolher apenas um dia de toda esta viagem à Nova Zelândia seria este. O tempo não podia ter ajudado mais: um dia de sol, com o céu completamente limpo, algo raro nesta zona da Nova Zelândia, e que fez toda a diferença para conseguirmos apreciar as paisagens em redor. Começámos a manhã com o Sealy Tarns Track, uma subida bastante exigente (5,5 km ida e volta, 2.200 degraus e 600 metros de inclinação), mas amplamente recompensada pelas vistas do Monte Cook. Depois seguimos para o Hooker Valley Track. Acabámos por fazer apenas cerca de metade do percurso, mas foi suficiente para atravessar a primeira ponte suspensa e apreciar de perto a cor azul-turquesa das águas deste rio glaciar.
À tarde, vivemos um dos momentos mais marcantes de toda a viagem: o passeio de barco pelo Tasman Glacier Lake, um lago formado pelo degelo do glaciar, onde enormes blocos de gelo flutuam à superfície. Tivemos a sorte de assistir ao «virar» de um desses glaciares mesmo à nossa frente, fomos umas testemunhas bem empolgadas com toda a situação. A guia ainda nos deixou pegar num pedaço de gelo do glaciar! Posso confirmar que o gelo é mesmo frio. 😄 Foi uma experiência completamente diferente de tudo o que já tínhamos feito.






Dia 7: Rumo a Christchurch
Deixámos a região do Lake Tekapo com paragens em Fairlie e Geraldine, duas pequenas cidades típicas do interior da Nova Zelândia, perfeitas para esticar as pernas e comer qualquer coisa. Pelo caminho, ainda passámos por um outlet nos arredores de Christchurch para aproveitar alguns descontos, antes de seguirmos para a cidade e a explorarmos durante a tarde.
Christchurch é uma cidade profundamente marcada pela sequência de sismos de 2010 e 2011, que transformou por completo o seu centro histórico. A Cathedral Square é talvez o melhor exemplo disso: a antiga catedral continua por recuperar, estando já há vários anos em obras. Ao mesmo tempo, a cidade reinventou-se, com locais como a Catedral de Papelão, construída como solução temporária e que acabou por se tornar um dos seus símbolos. Enquanto explorávamos o centro da cidade, cruzámo-nos várias vezes com os elétricos históricos que são um dos principais símbolos de Christchurch (comprei até um íman com um elétrico). Terminámos o dia com um tranquilo passeio de punt pelo rio Avon e a jantar no restaurante Amazonita, que foi uma experiência simplesmente deliciosa.






Dia 8: Christchurch Botanic Gardens e rumo a Kaikoura
Antes de deixarmos Christchurch, aproveitámos a manhã para visitar a última atração que nos faltava conhecer: os Jardins Botânicos, um espaço enorme e muito bem cuidado, ideal para um tranquilo passeio matinal, antes de voltar à estrada.
Seguimos depois em direção a Kaikōura, uma cidade costeira conhecida pela sua incrível vida marinha. Pelo caminho, fizemos uma paragem para observar as focas que se mostraram completamente indiferentes à nossa presença. Já em Kaikōura, terminámos o dia com uma caminhada pela Península de Kaikōura, onde as vistas sobre o oceano se misturam com as montanhas cobertas de neve ao longe, criando uma paisagem bem bonita de observar.






Dia 9: De Kaikoura a Wellington de ferry
Saímos de Kaikōura de manhã e seguimos calmamente em direção a Picton, aproveitando a viagem para apreciar, uma última vez, as paisagens da Ilha Sul. Depois do check-out no hotel, tomámos o pequeno-almoço na Kaikōura Bakery, onde aproveitámos também para comprar o almoço, que mais tarde comemos numa mesa de piquenique junto ao porto de Picton, enquanto aguardávamos a hora de embarque para o ferry.
Ao início da tarde, fizemos a travessia do Cook Strait de ferry, ligando a Ilha Sul à Ilha Norte. Foi uma viagem tranquila, que aproveitámos para descansar um pouco antes de chegarmos a Wellington. Quando chegámos, já não havia muito tempo para explorar a cidade, por isso limitámo-nos a dar um pequeno passeio pelo centro antes de irmos jantar e descansar para o dia seguinte.






Dia 10: Um dia em Windy Wellington
Dedicámos o dia inteiro a explorar Wellington, a capital da Nova Zelândia. Apesar de ser uma cidade relativamente pequena, há muito para ver e fazer, e tudo convida a ser descoberto a pé. Começámos por visitar a zona do Parlamento, onde se destaca o icónico edifício The Beehive, sede do Governo neozelandês e um dos marcos mais reconhecíveis da cidade, graças ao seu formato que faz lembrar uma colmeia.
Daí seguimos para o famoso Cable Car, um dos símbolos de Wellington, que nos levou até ao topo de uma colina onde se encontram os Jardins Botânicos. Aproveitámos para passear pelos seus trilhos e miradouros, antes de regressarmos ao centro da cidade. Terminámos o dia com um passeio pela marginal e uma visita à Cuba Street, uma das zonas mais animadas e características de Wellington, conhecida pelo ambiente descontraído.






Dia 11: De Wellington a Taupo
Saímos de Wellington rumo a Taupō, atravessando algumas das paisagens mais impressionantes da Ilha Norte. A principal paragem do dia foi o Tongariro National Park, uma zona vulcânica classificada como Património Mundial da UNESCO, onde os vulcões ainda ativos dominam completamente a paisagem.
Aqui fizemos o trilho das Taranaki Falls, um percurso circular com cerca de duas horas de duração que atravessa campos vulcânicos, pequenos ribeiros e paisagens de montanha. O contraste entre a vegetação, a cascata e o cenário vulcânico faz deste um dos trilhos mais bonitos e variados da região. Ao final da tarde chegámos a Taupō, situada nas margens do maior lago da Nova Zelândia. Antes de explorarmos a cidade, fizemos ainda uma paragem nas impressionantes Huka Falls, onde enormes quantidades de água azul-turquesa são comprimidas num estreito canal rochoso, criando uma força e uma pressão difíceis de descrever.






Dia 12: Rumo a Rotorua
A manhã começou nas Waitomo Glowworm Caves, um impressionante sistema de grutas subterrâneas onde fizemos um passeio de barco em completo silêncio. No teto, milhares de glowworms iluminavam a escuridão, criando a ilusão de um céu estrelado - não é possível, de todo, captar em fotografias o que os olhos permitem ver. Seguimos depois para a Blue Spring, em Putāruru, uma nascente de água incrivelmente cristalina, conhecida pela sua tonalidade azul intensa e pela pureza da água, que parece quase irreal.
Já durante a tarde, explorámos o Wai-O-Tapu Thermal Wonderland, uma das áreas geotérmicas mais famosas da Nova Zelândia. O cheiro intenso a enxofre faz parte da experiência e, admito, ao início custa um pouco a aguentar, mas acaba por se tornar secundário perante a beleza do local. Ao final da tarde, aproveitámos para passear um pouco pelo centro de Rotorua e depois do jantar fomos conhecer o Redwoods Treewalk, um percurso nas alturas em pontes suspensas entre as sequoias da Floresta de Whakarewarewa. Outra das principais experiências desta viagem!






Dia 13: De Rotorua a Auckland (com paragem em Hobbiton!)
Este dia tinha um destaque óbvio: o Hobbiton Movie Set. Percorrer aquelas casinhas hobbit espalhadas pelas várias colinas é uma experiência incrível, com cada detalhe pensado ao pormenor, desde as chaminés a fumegar às roupas nos estendais. E digo isto mesmo não sendo um grande fã da saga - só vi O Senhor dos Anéis dois ou três meses antes da viagem. Ainda assim, fiquei completamente rendida ao ambiente e ao cuidado colocado em cada recanto do cenário.
Depois da visita ao Hobbiton, seguimos viagem até Auckland, a última paragem da nossa aventura pela Nova Zelândia, onde iríamos ficar por duas noites. Apesar de não ser a capital do país, Auckland é a maior cidade da Nova Zelândia e, do ponto de vista turístico, acaba por ter um papel ainda mais relevante do que Wellington. Como chegámos a meio da tarde, aproveitámos ainda para começar a conhecer a cidade. Subimos à Sky Tower para apreciar a vista panorâmica sobre Auckland, passeámos pela zona do porto e caminhámos ao longo da waterfront, com vista para a Auckland Harbour Bridge, antes de regressarmos ao hotel.






Dia 14: Entre a cultura Māori e a baía de Auckland
Dedicámos o último dia completo da viagem a explorar Auckland. Começámos pela visita ao Museu Memorial da Guerra de Auckland, situado no topo de um parque com excelentes vistas sobre a cidade. Além das exposições permanentes, assistimos a um espetáculo de cultura Māori, uma experiência impressionante e muito mais intensa ao vivo do que imaginávamos. Confesso que não tinha muita expectativa.
Passámos o resto do dia no centro de Auckland, explorando as suas ruas e aproveitando o ambiente descontraído da cidade. Ainda houve tempo para seguir até Mission Bay, onde acabámos por dar um mergulho. A água estava surpreendentemente quente - algo que não esperávamos de todo, e soube mesmo bem antes de regressarmos ao hotel para fazer as malas. Terminámos o último dia completo da viagem em grande, com cocktails ao final da tarde e um jantar de mexilhões de lábios verdes, uma das especialidades mais famosas da Nova Zelândia. Foi a forma perfeita de celebrar e brindar às duas semanas inesquecíveis que passámos a explorar este país incrível.






Dia 15: O adeus à Nova Zelândia
Como o nosso voo estava marcado para as 14.00h, ainda tivemos tempo para aproveitar a manhã e dar um último passeio por Auckland antes de seguirmos para o aeroporto. Caminhámos novamente ao longo do waterfront até ao Auckland Fish Market, desfrutando das últimas horas em território da Nova Zelândia.
A partir daí, começava a longa viagem de regresso. Tal como na ida, ainda nos esperavam várias horas de voo e escalas - Auckland, Kuala Lumpur, Istambul e, finalmente, Porto. Se antes desta viagem já dizia que o teletransporte seria o superpoder que escolhia ter, depois deste regresso fiquei ainda mais convencida.






Considerações finais
Foi uma viagem de sonho! Entre paisagens inesquecíveis, ovelhas a perder de vista, sandflies traumatizantes e um dia inesquecível em Mount Cook, a Nova Zelândia superou todas as expectativas. Confirmou aquilo que eu já desconfiava: vale mesmo a pena atravessar literalmente meio mundo e passar mais de 30 horas entre voos e escalas.
Se estás a pensar visitar a Nova Zelândia, o meu conselho é simples: vai. Assim que lá puseres os pés, vais perceber porque é que este é considerado um dos países mais bonitos do mundo. Foi uma viagem que superou todas as minhas expectativas e que dificilmente vou esquecer. 🩷