
O Fergburger valeu os 20 minutos de fila?
Qualquer pessoa que comece a planear uma viagem a Queenstown vai, mais cedo ou mais tarde, dar de caras com o Fergburger. Trata-se do restaurante de hambúrgueres mais conhecido da cidade e de um ponto de paragem quase obrigatório para quem a visita. É também um dos favoritos do cantor Ed Sheeran, que, quando lá foi, disse que era “de longe o melhor hambúrguer do mundo”.
E há uma coisa que vem quase sempre associada ao nome deste restaurante: a fila monumental. Dependendo da hora, a fila pode dar a volta ao quarteirão! Quando lá chegamos e vemos aquela quantidade absurda de pessoas, a pergunta que se faz é: será que o hambúrguer é assim tão bom? No nosso caso, tivemos cerca de 20 minutos à espera para sermos atendidos, o que até acabou por ser bastante razoável face aos inúmeros comentários que tínhamos lido.
Finalmente, chegou a nossa vez
Depois de uma manhã inteira a subir e descer o Tiki Trail, já estávamos todos a precisar de repor energias, porque o trilho, confesso, deu alguma luta. Foi o nosso primeiro dia completo na Nova Zelândia, por isso ainda estávamos a recuperar do jet lag. Como o teleférico de Queenstown é, na minha opinião, demasiado caro para o comum dos mortais, decidimos fazer o caminho a pé. Foi bem duro, mas fizemos! Lá em cima ainda aproveitámos para andar de Luge, uns pequenos carros que deslizam por uma pista, que foi uma experiência muito divertida e igualmente caríssima. Mas essas aventuras vão ficar para outro artigo. Depois de tudo isto, estávamos cansados, cheios de fome e prontos para a próxima missão do dia: o famoso Fergburger.
- Morada: 42 Shotover Street, Queenstown, Nova Zelândia
- Horário: todos os dias, das 07.00h às 02.30h
- Preço médio: cerca de 19 a 22 NZD por pessoa (aprox. 9,50€ a 11,00€)
Quando chegámos ao Fergburger, percebemos logo que a fama não vinha só dos comentários que tínhamos visto nas redes sociais. A fila devia ter uns 50 metros e estava cheia de pessoas, ao ponto de algumas lojas da rua ficarem praticamente escondidas atrás de tanta gente. Era quase ridículo ver aquela fila toda para o Fergburger enquanto os restaurantes e lojas ao lado estavam praticamente vazios. Mesmo ao lado do Fergburger fica o Fergbaker, que tinha uma montra com um aspeto incrível. Mas nós estávamos ali pelo hambúrguer. Apesar da quantidade de pessoas, a fila avançou bastante rápido e, em cerca de 20 minutos, já estávamos a ser atendidos. Havia dois funcionários ao balcão e, depois de fazer o pedido, recebíamos um número que era chamado na zona de levantamento. Quando finalmente ouvimos o nosso número, lá fomos buscar os hambúrgueres. A primeira coisa que pensámos foi: isto é gigante! Eu tinha pedido o The Fergburger com queijo e, mesmo sabendo que os hambúrgueres tinham fama de ser grandes, não estava preparada para aquele tamanho. Também tínhamos pedido batatas e umas lulinhas fritas para petiscar e, quando vimos tudo à nossa frente, percebemos logo que talvez tivéssemos exagerado um bocadinho.
O tamanho era mesmo absurdo. Um daqueles hambúrgueres teria chegado perfeitamente para mim e para a minha mãe e, muito provavelmente, teríamos ficado as duas satisfeitas. Ainda tentei comer o meu normalmente, mas cheguei a meio e já estava completamente cheia. Acabei por tirar o pão e continuar só com a carne. Mas, apesar do tamanho, o que realmente nos surpreendeu foi a qualidade da carne. Tinha bastante sabor, não era gordurosa e tinha quase a textura de um bife, em vez de parecer simplesmente carne picada dentro de um pão. As batatas e as lulas também estavam muito saborosas e, no fim, saímos de lá todos a rebolar, mas mesmo muito satisfeitos.
No final, os 20 minutos de fila valeram mesmo a pena! A única coisa que mudaria era mesmo a quantidade de mesas, porque são poucas para tanta gente e encontrar lugar para sentar não foi fácil. Mas também percebo que o conceito seja mais virado para comprar o hambúrguer e ir comer para outro lado. De resto, saímos de lá todos muito satisfeitos e com a sensação de que toda aquela fila tinha uma razão de ser.








Fergburger vs. os meus favoritos
Depois de experimentar o Fergburger, era inevitável compará-lo com dois hambúrgueres de que já gostamos muito: o Betty’s Burgers, na Austrália, e o In-N-Out, nos Estados Unidos. Uma das maiores diferenças entre os três está no tamanho e, se tivesse de os comparar de uma forma pouco científica, diria que são quase uma família: o Fergburger é o pai, o Betty’s Burgers é o filho adolescente e o In-N-Out é o bebé. O Fergburger é gigante, o Betty’s tem um tamanho bastante mais normal e o In-N-Out é mais pequeno.
Apesar de ter gostado muito do Fergburger, o Betty’s Burgers continua a ter um lugar especial no meu coração. Acho que é o molho que faz toda a diferença. Quanto ao In-N-Out, não sei se foi da fome com que estávamos quando lá fomos, mas também gostámos muito. O Fergburger é diferente dos dois. Tamanho à parte, a carne é mesmo o que mais o distingue. Se tivesse de escolher apenas um, provavelmente continuaria a escolher o Betty’s Burgers, mas isso é muito por gosto pessoal.




Acho que o Fergburger merece mesmo a fama que tem. Não sei se diria que é o melhor hambúrguer do mundo, como o Ed Sheeran, porque para mim o Betty’s continua a estar no primeiro lugar, mas percebo perfeitamente porque é que tanta gente faz questão de passar por lá quando visita Queenstown. Fui literalmente para o outro lado do mundo e, no meio de tantas outras coisas incríveis para fazer na Nova Zelândia, uma das experiências que mais nos marcou foi esperar 20 minutos por um hambúrguer gigantesco. Não é propriamente o motivo mais óbvio para atravessar o planeta, mas viajar também é isto, experimentar os sítios de que toda a gente fala e tirar as nossas próprias conclusões. 🩷

