Considerada uma das nascentes mais puras do mundo, a Blue Spring, localizada em Putāruru, na Nova Zelândia, é conhecida pelas suas águas incrivelmente cristalinas e pelos seus tons intensos de azul. A nascente faz parte do rio Waihou e oferece uma paisagem única, graças à transparência das suas águas e à vegetação exuberante que a envolve.

Quando começámos a planear a nossa viagem pela Nova Zelândia, a Blue Spring nem sequer fazia parte do roteiro inicial. Acabou por surgir por acaso, enquanto procurávamos um local para fazer uma pequena pausa para esticar as pernas durante a longa viagem de carro entre as Waitomo Glowworm Caves e o centro de Rotorua. É uma visita relativamente rápida, mas achámos que compensou bastante! Ao longo deste artigo vou partilhar convosco a nossa experiência e deixar algumas informações úteis para quem também está a pensar visitar.

Porque é a Blue Spring tão especial?

A Blue Spring é uma nascente natural situada perto da pequena vila de Putāruru, na região de Waikato, na Ilha Norte da Nova Zelândia. Faz parte do rio Waihou e é considerada um dos seus locais naturais mais emblemáticos. Apesar de não ser um dos pontos turísticos mais conhecidos do país, tornou-se um verdadeiro tesouro natural que atrai milhares de visitantes todos os anos.

O que torna a Blue Spring verdadeiramente especial é a qualidade das suas águas. Antes de chegar à superfície, a água passa por um processo de filtragem natural através das rochas subterrâneas que pode demorar entre 50 e 100 anos. É graças a esse processo que a água é tão pura e cristalina. A qualidade da água é tão elevada que uma parte significativa da água engarrafada consumida na Nova Zelândia tem origem neste aquífero. Por esse motivo, a Blue Spring é uma área protegida e não é permitido entrar na água nem realizar qualquer atividade que possa comprometer a sua conservação.

Ao longo do rio Waihou foi criado um trilho pedestre que permite observar a Blue Spring de vários ângulos, sem interferir com o ecossistema. A caminhada é gratuita, muito acessível e uma excelente forma de apreciar uma das paisagens naturais mais bonitas da Ilha Norte da Nova Zelândia.

As águas cristalinas em tons de azul e turquesa da Blue Spring, com plantas aquáticas verdes a ondular sob a superfíciePanorâmica da Blue Spring sob um céu azul, com fetos arbóreos e vegetação nativa a ladear a nascente de água transparenteA água turquesa e transparente da Blue Spring vista da ponte, com canais de vegetação aquática na nascenteVista elevada do rio Waihou na Blue Spring, com a água transparente a serpentear entre a vegetação verde e uma colina ao fundo

A nossa experiência

No nosso caso, a Blue Spring surgiu apenas como uma paragem pelo caminho. Na manhã desse dia tínhamos visitado as Waitomo Glowworm Caves e ainda tínhamos de seguir para Rotorua, onde íamos ficar a dormir nessa noite. Como a Blue Spring ficava praticamente a meio do caminho, pareceu-nos o sítio ideal para uma pausa e aproveitar para conhecer mais um dos muitos locais bonitos da Nova Zelândia.

Deixámos o carro junto à estrada, porque não nos apercebemos de que existia um parque de estacionamento enorme, praticamente vazio, lá ao lado. Em cerca de 10 a 15 minutos chegámos ao principal ponto de observação da Blue Spring. O caminho é muito fácil, praticamente sem inclinação, e faz-se sempre por um trilho largo de terra batida.

A autora, de costas, a caminhar pelo trilho de terra batida do Te Waihou Walkway em direção a uma ponte de madeira, ladeada por fetos arbóreos e vegetação nativaA autora sorridente no trilho da Blue Spring, de óculos de sol e top azul, com fetos arbóreos e vegetação nativa por trásOs pais da autora a caminhar pelo trilho de terra batida do Te Waihou Walkway, na Blue SpringA autora encostada à grade da ponte de observação da Blue Spring, com a água cristalina e a floresta atrásA autora com os pais na ponte de observação da Blue Spring, com a nascente cristalina ao fundoA autora e o companheiro na ponte de observação da Blue Spring, com a água azul-turquesa e a vegetação nativa por trásA autora encostada à grade da ponte, com a Blue Spring e a vegetação nativa ao fundo, sob um céu azulO companheiro, de costas, a observar as águas cristalinas da Blue Spring a partir da ponte

Quando chegámos ao principal ponto de observação percebemos logo que tinha valido a pena fazer esta paragem! A água é incrivelmente transparente e os tons de azul são ainda mais bonitos ao vivo do que nas fotografias. Tivemos também a sorte de apanhar um dia incrível, com um céu completamente limpo e muito sol, o que fez sobressair ainda mais as cores da água e da vegetação envolvente. Como estavam apenas meia dúzia de pessoas no local, conseguimos apreciar a paisagem com uma enorme sensação de tranquilidade. Depois de aproveitarmos a vista durante alguns minutos, regressámos pelo mesmo caminho até ao carro e seguimos viagem para Rotorua. No total, foi uma paragem de cerca de 30 minutos que, para nós, valeu mesmo a pena.

  • Morada: Leslie Road, Tapapa 3483, Nova Zelândia
  • Horário: sempre aberto, mas recomendamos visitar durante o dia, com luz natural - à noite pode tornar-se um pouco mais perigoso
  • Preço: gratuito
  • Duração: cerca de 30 minutos (caminhada de ida e volta)

Respondendo à pergunta que dá título a este artigo: sim, acho que vale a pena visitar a Blue Spring, sobretudo se já estiverem de passagem por esta zona da Ilha Norte. Não é uma atração onde vão passar muito tempo, mas sim uma paragem rápida para conhecer um dos locais naturais mais bonitos da região. No nosso caso, encaixou perfeitamente no nosso roteiro e acabou por ser uma agradável surpresa. Se tiverem meia hora disponível, acho que este pequeno desvio compensa! 🩷