
NZeTA, IVL e biossegurança: como entrar na Nova Zelândia
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Antes de viajar para a Nova Zelândia, há alguns requisitos de entrada que convém tratar com antecedência para não ter surpresas pelo caminho. Para além do passaporte, é preciso tratar da NZeTA e pagar a IVL, duas exigências diferentes que fazem parte do processo de entrada no país. Quando começámos a preparar a nossa viagem, também tivemos de perceber exatamente o que era necessário e quando devíamos tratar de cada uma. Felizmente, depois de percebermos o processo, foi tudo bastante simples.
Há ainda as regras de biossegurança, que são bastante rigorosas e que nos obrigam a ter alguns cuidados antes de fazer as malas. Neste artigo vou partilhar tudo o que aprendemos durante a preparação da nossa viagem, desde os documentos necessários até ao que devem ter em conta antes de entrar na Nova Zelândia, para que possam tratar de tudo com calma e viajar sem qualquer tipo de preocupação.
Uma escala de 28 horas na Austrália
No nosso caso, a entrada na Nova Zelândia aconteceu depois de uma viagem que começou em Portugal e passou por Istambul, Kuala Lumpur e Brisbane, na Austrália. Como tínhamos uma escala bastante longa em Brisbane, de cerca de 28 horas, precisámos de um Visto de Trânsito (Subclasse 771). É um visto temporário gratuito que permite aos viajantes entrarem na Austrália por um período curto, no máximo até 72 horas, quando estão em trânsito para outro país. Foi com este visto que entrámos na Austrália e aproveitámos para conhecer um pouco de Brisbane antes de seguirmos viagem para Queenstown.
- Mais informações: immi.homeaffairs.gov.au




O que é preciso para entrar na Nova Zelândia
Para quem viaja com passaporte português, entrar na Nova Zelândia é relativamente simples, mas há alguns requisitos que precisam de ser tratados antes da viagem. Portugal faz parte da lista de países com isenção de visto, o que significa que, para uma viagem de turismo de curta duração (até 3 meses), não é necessário pedir um visto de visitante. No entanto, é obrigatório ter uma NZeTA aprovada antes de embarcar e pagar a IVL, a taxa de conservação e turismo internacional. Estes dois documentos são tratados antes da partida e, no caso da NZeTA, tem obrigatoriamente de estar associada ao passaporte que vai ser utilizado. É aconselhado tratar de tudo com alguma antecedência, para dar tempo a que o processo de aprovação ocorra e seja possível validar todos os dados.
NZeTA e IVL
A NZeTA significa “New Zealand Electronic Travel Authority” e é uma autorização eletrónica de viagem exigida a cidadãos de países com isenção de visto, como Portugal. Se forem viajar para a Nova Zelândia em turismo, negócios ou apenas de passagem, precisam de ter a NZeTA aprovada antes de embarcar. É válida por dois anos e permite várias entradas no país durante esse período, desde que seja utilizado o mesmo passaporte associado ao pedido.
Quando se faz o pedido da NZeTA, é também automaticamente paga a IVL (International Visitor Conservation and Tourism Levy), uma taxa que contribui para a conservação dos espaços naturais e para a manutenção da infraestrutura turística da Nova Zelândia. O valor da IVL é acrescentado ao da NZeTA, por isso fica tudo tratado de uma vez e não temos de fazer dois pagamentos diferentes. No nosso caso, optámos por tratar de tudo através da aplicação oficial, já que o pedido fica ligeiramente mais barato do que quando é feito pelo site. Não é uma diferença considerável, mas é uma forma de poupar um pouco sem esforço nenhum.
No site ou na aplicação oficial, basta preencher os dados pessoais e do passaporte, responder a algumas perguntas sobre a viagem e tirar uma fotografia para confirmar a identidade. No final, é feito o pagamento da NZeTA e da IVL e fica tudo submetido. No nosso caso, fizemos o pedido à noite e, na manhã do dia seguinte, já tínhamos recebido o email com a aprovação e com todos os dados para verificarmos se estava tudo correto. Apesar de ser um processo rápido, aconselho a não deixarem para os últimos dias, para terem tempo de corrigir alguma informação caso seja necessário.
- Site oficial: pedido através do site da Immigration New Zealand ou da aplicação oficial (Google Play e App Store)
- NZeTA: 23 NZD pelo site ou 17 NZD pela aplicação
- IVL: 100 NZD por pessoa
- Tempo de aprovação: normalmente até 72 horas - no nosso caso, demorou apenas algumas horas
- Validade: 2 anos




Tenham mesmo atenção aos dados que colocam no pedido, principalmente ao nome e aos apelidos. Eu própria tive um pequeno problema com isto. No campo do apelido coloquei apenas “Lopes”, quando devia ter colocado todos os meus apelidos tal como aparecem no passaporte. Na altura nem pensei muito nisso, mas o problema apareceu mais tarde, quando chegámos ao aeroporto e tentámos fazer o check-in na Virgin Australia para o voo para Queenstown. O nome que tinha colocado não batia 100% certo com o que estava na autorização e o sistema não estava a conseguir reconhecer os nossos dados através do passaporte. Acabámos por ter um pequeno stress no aeroporto, que felizmente ficou resolvido. Por isso, confirmem mesmo tudo muito bem antes de submeter o pedido.
Biossegurança
Outro ponto a ter em atenção são as regras de biossegurança da Nova Zelândia, que são bastante rigorosas e nos obrigaram a ter algum cuidado antes de fazer as malas. O objetivo é proteger o ambiente e a agricultura do país, evitando a entrada de pragas e doenças. Por isso, há alimentos, plantas, produtos de origem animal e outros artigos que podem ter de ser declarados à chegada. Como já sabíamos disso, tivemos especial cuidado com aquilo que levámos nas malas e preferimos não arriscar levar determinadas coisas, para não corrermos riscos.
Normalmente, levamos sempre alguns snacks para as viagens, principalmente frutos secos e bolachas, que dão jeito entre as refeições ou para aqueles lanches a meio da manhã ou da tarde. Desta vez, como sabíamos que as regras na Nova Zelândia eram mais apertadas, decidimos não arriscar. Optámos por levar pouca quantidade e fomos comendo os snacks ao longo dos voos e enquanto estivemos na Austrália, por isso, quando chegámos à Nova Zelândia, já tínhamos comido tudo.




Entrar na Nova Zelândia não é complicado, mas estes detalhes fazem toda a diferença. A NZeTA e a IVL são simples de tratar e as regras de biossegurança também não são motivo para preocupação, desde que saibam antecipadamente o que podem levar e tenham atenção ao preencher os dados. Foi isso que fizemos e, apesar do pequeno percalço no aeroporto, acabou por correr tudo bem.
Com toda esta parte tratada, estávamos finalmente prontos para começar a viagem que nos levou até ao outro lado do mundo. Foram 15 dias de carro, entre a Ilha Sul e a Ilha Norte, com muitos quilómetros, paisagens incríveis e algumas aventuras pelo caminho. Para alugarem o carro, recomendo a DiscoverCars, onde é fácil comparar preços e escolher a melhor opção para a viagem. Se quiserem saber como foram esses dias e o que visitámos em cada lugar, podem acompanhar tudo no nosso roteiro de 15 dias pela Nova Zelândia. E foi assim que partimos à descoberta de um dos lugares mais incríveis onde já estivemos. 🩷
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